histórias para ben dormir


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Praça Gastão Vidigal

Desde que Benjamin virou oficialmente bípede, o nosso apartamento (apelidado carinhosamente de apertamento) não é mais suficientemente grande ou estimulante para o pequeno desbravador que o habita. Fora que, a cada cinco passos, Ben chega em algo que ele não pode tocar, brincar ou pegar. É impressionante como o mundo (e nossas casas) é um lugar perigoso para um bebê viver. E, ainda assim, é onde eles irão crescer, aprender e (se tudo der certo) sobreviver aos riscos, decepções e desafios.

No final da gravidez eu caminhei bastante para tentar estimular o parto natural, e sempre levava Helena (nossa shih-tzu) para passear em uma praça mais afastada da nossa casa, mas que é um ótimo lugar para descansar ou ler um livro, a Praça Gastão Vidigal.

Ela fica no miolinho do Jardim Europa, é super arborizada e os cachorros andam soltos por lá. Aliás, o que nunca falta naquela praça é cachorro! De manhã cedo durante a semana vai muita gente treinar com personal ou grupos de corrida. E nos finais de semana a praça é povoada por cachorros de todos os tamanhos e raças. Para as crianças brincarem foi feito um cercadinho em torno dos brinquedos, assim os cachorros não entram para “sujar” a areia e gramado dos pequenos. E nos dias quentes, no final da manhã, quase sempre passa por lá um tiozinho vendendo picolé.

Com esse verão escaldante, aproveitei um domingo em que Benjamin madrugou e levei a trupe toda para passear lá. Afinal de contas, encontrar um lugar em que meus dois filhos (biológico e canino) possam se divertir e extravasar toda sua energia à vontade é praticamente como ganhar na mega-sena (acumulada!).

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Chegamos às 8h e, para minha surpresa, a praça não estava vazia! Duas pessoas já estavam lá com seus cachorros e uma babá tinha levado uma bebezinha para passear. Benjamin ficou um pouco tímido no começo, com tantos brinquedos diferentes e muito espaço para brincar. Uma coisa legal é que a caixinha de areia das crianças é cheia de brinquedos diferentes que as pessoas levam e deixam por lá, como pá, balde, carrinho, etc. Outra coisa muito legal é que o modelo de  balanço da praça é perfeito para crianças pequenas, pois tem uma proteção para elas não caírem.

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Nossa cachorrinha ficou inconformada de não poder ir brincar com Benjamin e, depois de um rápido passeio para reconhecer o território, ficou o restante da manhã chorando na entrada do parquinho das crianças.

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Para quem for passear por lá deixo aqui duas dicas e um grande aprendizado que tive nesse último passeio:

– Leve lanche e bebida para todo mundo, pois não tem nenhum lugar perto para comprar.

– A praça não tem banheiro. Isso não é um problema para um bebê, mas pode ser para crianças maiores.

– Passe repelente antes do passeio! Eu sempre passo apenas filtro solar, mas fui devorada pelos pernilongos, pois estava de short. Felizmente Benjamin estava com uma calça de malha bem fininha e voltou ileso.

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Vai lá!

Praça Gastão Vidigal

Rua Desembargador Mamede, 119


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Museu de Arte Contemporânea / MAC USP

Há muito tempo quero levar o Benjamin em mostras de arte e museus, mas os finais de semana são sempre tão corridos e com várias atividades de trabalho para encaixar na agenda que termino me atendo a uma rotina básica, fácil e perto de casa. Sem falar que ele é um serzinho difícil de comer… Sempre que saímos das condições normais de temperatura e pressão as refeições viram um caos.

Mas, desde que ele começou a caminhar, comecei a descobrir passeios diferentes que podemos fazer. A vida agora parece bem mais fácil, principalmente porque conseguimos nos livrar de uma grande tralha: o carrinho! Esse item, que antes era indispensável em qualquer saída de casa, agora só é usado em longas caminhadas à pé (quase sempre acompanhadas da nossa cachorrinha).

O marido queria muito ver a exposição Transarquitetônica, do Henrique Oliveira, no Museu da Arte Contemporânea (MAC). E eu queria muito conhecer o museu. Então juntamos a fome com a vontade de comer e saímos de casa pouco antes do lanche da tarde do Ben (como ele lancha leite + fruta, são itens fáceis de levar nos passeios).

Fiquei impressionada como o MAC é child friendly! Logo no térreo o gato gigante criado pela Nina Pandolfo vira uma atração incrível para a criançada. Ben correu em volta do gato, brincou com o rabo, tentou escalar… Poderíamos ter ficado horas só interagindo com essa obra de arte que o passeio já teria valido à pena. Além disso, o térreo tem muita área para as crianças circularem sem que esbarrem nas esculturas mais delicadas que estão por lá.

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O espaço da Transarquitetônica é de cair o queixo, mas deve ser melhor aproveitado por crianças maiores. Como a instalação tem muito prego e farpa de madeira, não deixei o Ben circular à pé, ele foi no meu colo e no colo do pai.

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O MAC é muuuuito grande, então depois da exposição demos apenas uma passada no andar do Volpi e no mirante que fica no oitavo andar do prédio.

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O único ponto que deixou muito a desejar é a falta de um café ou outro ponto de alimentação. O museu só possui uma vending machine de tranqueirinhas. Para o Ben não fez tanta diferença porque levamos o lanchinho dele, mas eu e o marido ficamos a “ver navios”.

Vai lá!

MAC USP

Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301

http://www.mac.usp.br